“Lost stars” e o mapa divino.

Assisti ao filme “Mesmo se nada der certo” (Begin again, 2013), e gostei muito de sua trilha sonora. Dentre as músicas, há uma que me chamou bastante atenção, e que eu já havia escutado. Depois de assistir ao filme, porém, parei para realmente prestar atenção na letra. “Lost stars”, do Adam Levine, é uma música bem conhecida, e é nela que quero focar neste texto (apesar de também valer muito a pena assistir ao filme). A música trata de busca por significado, identidade e questionamentos que todo ser humano faz a si mesmo; e, pelo menos uma vez na vida, iremos nos encontrar sendo confrontados com estas questões.

Na música, o cantor faz um questionamento interessante a deus (seja ele quem for na visão do autor): “Qual é o motivo da juventude ser desperdiçada com os jovens?”. Eu realmente posso compreender o motivo do questionamento, já que talvez a juventude pudesse ser muito melhor aproveitada se o estado mental e físico inerente a esse grupo etário fosse conferido a pessoas que já tivessem mais experiência nessa vida, ou seja, pessoas que já viveram mais. Eu particularmente penso em muitas hipóteses de respostas de Deus para este questionamento já que em Romanos 11: 33 a 35 diz:

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?”

Porém penso também que uma resposta razoavelmente satisfatória seria que ser mais velho nem sempre é sinônimo de  ter mais sabedoria. Já vi exemplos de jovens que são muito maduros e sábios em suas decisões e outros que simplesmente parecem nem saber o significado dessa palavra, e o mesmo já pude constatar em algumas pessoas mais velhas. A idade pode trazer mais experiências; porém, nem sempre essas mesmas experiências se tornam em aprendizado e sabedoria que possam ser aproveitados em situações posteriores. Creio que o segredo para que a juventude não seja desperdiçada pelos jovens também está na Bíblia, como podemos encontrar no Salmo 119: 9 a 12:

“De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando- o segundo a tua palavra. De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti. Bendito és tu, Senhor; ensina- me os teus preceitos”.

 Pelo relato da primeira carta de Paulo a Timóteo, podemos ver que ele foi um exemplo de jovem sábio, e do que ele precisava fazer para isso:

“Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna- te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. Até a minha chegada, aplica- te à leitura, à exortação, ao ensino. Medita nestas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da  doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes”.- 1 Timóteo 4: 12, 13, 15 e 16.

Paulo disse que o necessário para ser um jovem sábio é conhecer os preceitos e o caráter do Deus que planejou a juventude para os jovens. Para mim, essa resposta é suficiente.

Na segunda parte do refrão, o cantor fala que nessa vida somos como cordeiros em temporada de caça, procurando seu próprio significado antes de sermos mortos. Muitas vezes, é o que parece: não sabemos por que estamos aqui; como surgimos… Algumas experiências que temos na vida fazem com que tudo pareça ter menos sentido ainda. Assim, nos sentimos perdidos, e essa falta de significado na vida traz tristeza. De fato, às vezes, as circunstâncias nos levam a crer que simplesmente somos poeira cósmica que surgiu acidentalmente. Porém, ver a vida dessa maneira faz parecer que realmente somos apenas cordeiros que vivem para tentar fugir da morte pelo maior tempo possível.

Ainda no refrão, há outra parte em que o cantor se questiona: “Nós somos todos estrelas perdidas tentando iluminar a escuridão?”, e é essa perspicácia que me faz gostar muito dessa letra. Talvez o cantor tenha usado essa metáfora porque antigamente as estrelas eram usadas para guiar o caminho dos viajantes, e nós, incoerentemente, seríamos estrelas que não sabem o caminho. E, de alguma forma que não sabemos muito bem, tentamos iluminar a escuridão na qual vivemos? Penso que a incapacidade de achar o “caminho certo” por nós próprios, que o cantor admite na música, é uma realidade: de fato, somos incapazes de iluminar totalmente o nosso caminho e o de outras pessoas.

É por esses motivos apresentados na música – questionamentos com os quais qualquer ser humano pode se identificar – que eu creio na Bíblia. Ela é o mapa divino, ela é capaz de dar o direcionamento para todas as situações que possamos atravessar nessa vida, que parece ser escura, com vários caminhos possíveis, onde, muitas vezes, não sabemos por onde ir. O salmo 119: 105 diz: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos”. Esse mapa divino ainda tira toda e qualquer sombra de dúvida por me mostrar Jesus, que disse sobre si mesmo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12).

Jesus também é o cordeiro que, por meio de sua morte, pôde dar significado à vida de todos os outros cordeiros que viriam depois. Assim, não precisaríamos ficar vagando perdidos, procurando por nosso próprio significado, e com medo da morte.

C . S. Lewis escreveu: “Eu acredito no cristianismo como acredito que o sol nasceu. Não simplesmente porque eu o veja, mas porque, através dele, posso ver todas as outras coisas”. Jesus é a única estrela capaz de iluminar o caminho, ele é o cordeiro, o mapa, o plano, a verdade, a vida, ele é o próprio caminho (João 14. 6).

 

Imagem destacada disponível em < https://tessaryanwrites.wordpress.com/2017/12/23/complicated-lost-emotions>11/06/2018

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