Engenheiros do Hawaii e a falsa liberdade

Geralmente, quando se pergunta a uma celebridade se ela se arrepende de alguma coisa que fez, a resposta é: “Não me arrependo de nada. Faria tudo de novo”. Só que a gente sabe que não é bem assim… Todo ser humano certamente já se arrependeu de alguma atitude ou escolha feita, mesmo que só depois de ver as consequências. Por isso, admiro a sinceridade do Engenheiros do Hawaii na música “O Preço”:

“O preço que se paga às vezes é alto demais (…) Já é tarde demais (…) pra fingir que não foi mal.”

Assim como essa música, a Bíblia nos lembra que qualquer atitude nossa tem consequências:

“o que o homem semear, isso também colherá.” – Gálatas 6.7

É claro que esse princípio também se aplica a atitudes corretas gerando frutos bons, mas “O Preço” me leva à reflexão sobre as consequências de atitudes ruins; e até mais que as consequências, uma perigosa causa. Na música do Engenheiros, o autor percebe que afastou uma pessoa querida por ter agido seguindo aquele conceito, que tanto ouvimos no dia a dia, de que somos livres pra seguir nosso coração:

“Pensei que era liberdade, mas na verdade me enganei”

Pra não corrermos o risco de chegar a uma situação digna do refrão “Agora eu pago meus pecados por ter acreditado que só se vive uma vez”, temos que tomar cuidado com essa falsa liberdade. Seguir nossos próprios desejos e vontades é um direito legítimo do ser humano, motivado por buscar nosso bem estar, mas nosso coração facilmente nos torna reféns desse senso de liberdade, nos fazendo muitas vezes agir sem pensar nas consequências, ou até pela lógica de Maquiavel (“os fins justificam os meios”). Convenhamos: isso não é liberdade de verdade.

Mas, então, o que seria a verdadeira liberdade? A Bíblia diz que “se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” (João 8.36), sendo “o Filho” = Jesus. Isso porque a liberdade que Jesus oferece é aquela que te dá capacidade de dizer não a você mesmo.

Quando você se entrega a ele, ele faz uma transformação tão incrível na sua mente que chega a chamá-la de nova vida. Nessa nova vida, passamos a ser “vivos para Deus em Cristo Jesus” (Romanos 6.11), não pra nós mesmos. Ou seja, nossas vontades deixam de ser um direito que devamos priorizar, e passamos a ter possibilidade de escolher se vamos satisfazê-las ou não.

Ter liberdade pra negar a própria liberdade é algo que te ajuda a pensar nas consequências dos seus atos antes de fazê-los, e assim te livra de alguns arrependimentos. Menos que isso são só “as grades da prisão”.

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